do tratado da reforma da inteligência

tudo o que acontece na vida ordinária é vão e fútil ....As coisas que mais frequentemente ocorrem na vida, estimadas como o supremo bem pelos homens, a julgar pelo que eles praticam, reduzem-se, efetivamente, a estas três, a saber, a riqueza, as honras e o prazer dos sentidos. Com estas três coisas a mente se distrai de tal maneira que muito pouco pode cogitar de qualquer outro bem. ... Assim, parecia claro que todos esses males provinham disto – que toda felicidade ou infelicidade reside numa só coisa, a saber, na qualidade do objeto ao qual nos prendemos pelo amor. De fato, nunca surgem disputas por coisas que não se ama; nem há qualquer tristeza se as perdemos; nem inveja, se outros a possuem;nenhum ódio e, para dizer tudo numa palavra, nenhuma pertubação da alma (animus). Ao contrário, tudo isso acontece quando amamos coisas que podem perecer, como são aquelas que acabamos de falar. Mas o amor das coisas eternas e infinitas nutre a alma de puro gozo, isento de qualquer tristeza..."


baruch espinosa

Sábado, 27 de Junho de 2009

10ª edição do Sarau Zona Sul






dia 1º na palavraria

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

manuel bandeira

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

http://www.dailymotion.com/video/x7kpzt_maria-bethania-o-doce-misterioda-vi_music

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009



no início, uma dor agulhada
fincando a boca do estômago
e logo, dezenas de agulhas se multiplicando
a respiração cortada
o suor frio
as mãos tremendo
e o gosto ácido rondando a garganta
a normalidade das funções
tentando reter a golfada revolta e insistente
na ânsia do entornar
e que se lança, entretanto
fétida, descontrolada e suicida
boca afora

o limiar entre o que sacia
e o que envenena:
um defeito na pureza

Sábado, 2 de Maio de 2009

porto alegre da poesia 2009



video


carmelina na última república da poesia

video

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Cartola - preciso me encontrar

Fernanda Takai - Isensatez e Luz Negra


Ná Ozzetti - Milágrimas

grupo rumo - Ladeira da Memória

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

poemas em imagens




Uma leitura visual de poemas é a proposta da exposição Poemas Gravados, que será aberto às 19h de hoje na Palavraria Livraria e Café (Vasco da Gama, 165). A mostra é o resultado da leitura feita por 12 artistas de poemas de 12 poetas gaúchos e está compilada em uma coletânea de estampas de mesmo nome que estará à venda na livraria ao preço de R$ 15. A tiragem é limitada. O Poemas Gravados foi organizado pela artista plástica Anico Herskovits e pelo poeta Sidnei Schneider, e cada poema recebeu uma interpretação livre de um artista (na foto, Miriam Tolpolar lê versos de Jaime Medeiros Jr.). A mostra vai até 6 de fevereiro, com entrada franca, de segunda a sábado, das 11h às 21h.



Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Canção da Felicidade : ideal de um parisiense - um tantinho de Anto


Felicidade! Felicidade!
Ai quem ma dera em minha mão!
Não passar nunca da mesma idade,
Dos 25, do quarteirão.


Morar, mui simples, nalguma casa
Toda caiada, defronte o Mar;
No lume, ao menos, ter uma brasa
E uma sardinha pra nela assar...


Não ter fortuna, não ter dinheiro,
Papéis no Banco, nada a render:
Guardar, podendo, num mealheiro
Economias pró que vier.


Ir pelas tardes, até a fonte
Ver as pequenas a encher e a rir,
E ver entre elas o Zé da Ponte
Um pouco torto, quase a cair.


Não ter quimeras, não ter cuidados
E contentar-se com o que é seu,
Não ter torturas, não ter pecados
Que, em se morrendo, vai-se pro Céu!


Não ter talento; suficiente
Para na vida saber andar,
E quanto a estudos saber somente
(Mas ai somente!) ler e contar.


Mulher e filhos! A Mulherzinha
Tão loira e alegre, Jesus! Jesus!
E, nove meses, vê-la choquinha
Como uma pomba, dar outra à luz.


Oh! grande vida, valha a verdade!
Oh! grande vida, mas que ilusão!
Felicidade! Felicidade!
Ai quem ma dera na minha mão!


Paris, 1892



Domingo, 7 de Dezembro de 2008

gesso - um tantinho de manuel bandeira


Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova
- O gesso muito branco, as linhas muito puras -
Mal sugeria imagem de vida
(Embora a figura chorasse).
Há muitos anos tenho-a comigo.
O tempo envelheceu-a, carcomeu-a,
manchou-a de pátina amarelo-suja.

Os meus olhos, de tanto a olharem,
Impregnaram-na da minha humanidade irônica
de tisíco.

Um dia mão estúpida
inadvertidamente a derrubou e partiu.
Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles tristes
fragmentos, recompus a figurinha
que chorava.
E o tempo sobre as feridas escureceu ainda
mais o sujo mordente da pátina...

Hoje esse gessozinho comercial
É tocante e vive, e me fez agora refletir
Que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu.

balada do mangue - um tantinho de vinícius de moraes

Pobres flores gonocócicas
Que à noite despetalais
As vossas pétalas tóxicas!
Pobre de vós, pensas, murchas
Orquídeas do despudor
Não sois Lœlia tenebrosa
Nem sois Vanda tricolor:
Sois frágeis, desmilingüidas
Dálias cortadas ao pé
Corolas descoloridas
Enclausuradas sem fé,
Ah, jovens putas das tardes
O que vos aconteceu
Para assim envenenardes
O pólen que Deus vos deu?
No entanto crispais sorrisos
Em vossas jaulas acesas
Mostrando o rubro das presas
Falando coisas do amor
E às vezes cantais uivando
Como cadelas à lua
Que em vossa rua sem nome
Rola perdida no céu...
Mas que brilho mau de estrela
Em vossos olhos lilases
Percebo quando, falazes,
Fazeis rapazes entrar!
Sinto então nos vossos sexos
Formarem-se imediatos
Os venenos putrefatos
Com que os envenenar
Ó misericordiosas!
Glabras, glúteas caftinas
Embebidas em jasmim
Jogando cantos felizes
Em perspectivas sem fim
Cantais, maternais hienas
Canções de caftinizar
Gordas polacas serenas
Sempre prestes a chorar.
Como sofreis, que silêncio
Não deve gritar em vós
Esse imenso, atroz silêncio
Dos santos e dos heróis!
E o contraponto de vozes
Com que ampliais o mistério
Como é semelhante às luzes
Votivas de um cemitério
Esculpido de memórias!
Pobres, trágicas mulheres
Multidimensionais
Ponto morto de choferes
Passadiço de navais!
Louras mulatas francesas
Vestidas de carnaval:
Viveis a festa das flores
Pelo convés dessas ruas
Ancoradas no canal?
Para onde irão vossos cantos
Para onde irá vossa nau?
Por que vos deixais imóveis
Alérgicas sensitivas
Nos jardins desse hospital
Etílico e heliotrópico?
Por que não vos trucidais
Ó inimigas? ou bem
Não ateais fogo às vestes
E vos lançais como tochas
Contra esses homens de nada
Nessa terra de ninguém!

Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Assum Branco - Wisnik, Grupo Corpo, Kiko do Valle e Anna Bello

http://www.youtube.com/watch?v=RNrsAsrkwlU

http://www.youtube.com/watch?v=KlcEtSnHHaw&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=H_1n4K2pmf0

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Aula Show: José Miguel Wisnik, Arthur Nestrovski e Paula Morelenbaum. Casa de Cultura Laura Alvim, Rio de Janeiro, 4 agosto 2008. (Vinicius - Chico)

http://www.youtube.com/watch?v=Lxf105mRhK0&eurl=http://www.viniciusdemoraes.com.br/aula_show/index.html

http://www.youtube.com/watch?v=ktXbVcSzu30&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=mONtGbKMTUA&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=QQERzPPRFEE&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=pcACnfupAUk&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=r7u0D28RDI0&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=ss35HZ4jTs8&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=GUpgv72GFWc&feature=related

belo show

bela aula